O Sepe apoia e se solidariza com os colegas servidores da UERJ – os docentes da universidade entraram em greve dia 25 de março; já os técnicos-administrativos se juntaram à greve a partir do dia 09 de abril.A pauta dos servidores é muito similar a dos demais setores do funcionalismo estadual, devido ao verdadeiro desastre administrativo e político do malfadado governo de Claudio Castro: recomposição salarial, retorno dos triênios, questões do orçamento da universidade e melhoria das condições de trabalho.
A deflagração do movimento também confirma o esgotamento de tentativas de negociação com o governo Castro, diante de um quadro de perdas salariais acumuladas, descumprimento de legislações aprovadas e recusa ao diálogo institucional com as instituições representativas sindicais dos servidores, ASDUERJ e Sintuperj.
No entender do sindicato, as reivindicações apresentadas pela categoria docente são legítimas e justas: recomposição salarial com base nas perdas inflacionárias recentes, pagamento integral das parcelas previstas na Lei 9.436/21, retomada dos triênios, correção de distorções nos benefícios e ampliação do orçamento da universidade, conforme previsto na Constituição estadual.
Desde a adesão do então governo Pezão ao Regime de Recuperação Fiscal, em 2017, são mais de 16 anos de perdas salariais acumuladas, agravadas por medidas como a extinção dos triênios para novos(as) servidores(as) e o não pagamento de parcelas de recomposição já reconhecidas em lei – uma verdadeira política de arrocho que compromete a valorização do trabalho docente e fragiliza a própria universidade pública.
Com isso, os profissionais de educação das escolas estaduais e municipais apoiam o movimento grevista dos servidores da UERJ, que estão mobilizados não só por questões salariais específicas, como também lutam pela manutenção da qualidade daquela universidade, entre as mais importantes do país e da América Latina, além de ser uma fundamental base de formação dos(as) docentes de Educação Básica do estado do Rio de Janeiro.
Somente com muita mobilização e luta o funcionalismo estadual e os servidores da UERJ poderão conquistar o atendimento das reivindicações e garantir a qualidade do serviço público do estado do Rio de Janeiro, além de conquistar a garantia dos nossos direitos face a sucessivos governos que se recusam a dialogar e a cumprir a Lei.

A Secretaria de Estado da Casa Civil divulgou o novo calendário de pagamentos dos servidores estaduais. O novo cronograma de pagamentos antecipa para o 1º dia útil do mês a data do crédito na conta dos servidores. O calendário foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 07 de abril de 2026, através da Resolução SECC 185 de 06 de abril de 2026. Veja na imagem ao lado do Diário Oficial do Estado como ficam as datas dos pagamentos para este ano.




Nesta quinta-feira, dia 9 de abril, os profissionais de educação da rede estadual vão paralisar as atividades por 24 horas, em luta por recomposição salarial e implementação do Piso Nacional do Magistério e do piso dos funcionários, entre outras.
No dia da mentira, 1º de abril, os profissionais da rede estadual vêm denunciar para a população fluminense as mentiras do ex-governador Cláudio Castro, um verdadeiro campeão neste quesito. Castro renunciou no dia 23 de março, às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que culminou com sua condenação e o tornou inelegível por oito anos. Mas a manobra, que tinha por objetivo escapar da cassação do mandato e manter a estrutura de poder para garantir a sua eleição ao senado e a manutenção de políticos da extrema direita no comando da ALERJ e do Palácio Guanabara, com vistas à uma vitória nas próximas eleições de outubro, acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal e se encontra sub judice.