Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

A representação do Sepe no Conselho de Controle e Acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Cacs/Fundeb) do Estado do Rio de Janeiro divulgou um relatório para a categoria dos profissionais de educação sobre o exercício do ano de 2025.

No documento, há um informe sobre a prestação de contas do governo e as ressalvas colocadas pelos conselheiros, como o não pagamento do Piso Nacional do Magistério e do piso dos funcionários administrativos. Eles também informam as dificuldades em se obter informações importantes, como os valores de contratos com as terceirizadas, por exemplo.

Os representantes efetivos indicados pelo Sepe são: Maria Beatriz Lugão (Sepe) e Diogo Oliveira (CNTE); e os suplentes: Samuel Maia e José Ricardo.

A seguir, publicamos o relatório:

Fomos eleitos em 18 de fevereiro de 2025, com a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar as contas do FUNDEB nos próximos quatro anos. Vale relembrar que o conselho do FUNDEB não é deliberativo.

Solicitamos o acompanhamento jurídico e contábil do Sepe. O dr. Ítalo Aguiar, do Departamento Jurídico do sindicato, nos ajudou na formulação das ressalvas sobre o não pagamento do Piso Nacional do Magistério e do Piso dos Funcionários. A subseção do DIEESE, por meio da técnica Carolina Gagliano, acompanhou todas as reuniões, analisando os documentos contábeis enviados a ela. A Subseção do DIEESE já está estabelecida como assessoria geral do Cacs/Fundeb, pela sua participação constante e contribuições para a transparência do processo.

Tivemos 10 reuniões em 2025, tendo como pauta a avaliação das contas de cada bimestre. Nas reuniões, trouxemos convidados como o professor Flávio, da UFRJ, e o deputado Flávio Serafini.

Quanto à parte contábil do Fundeb, esta está dentro dos parâmetros estabelecidos pelas normas do Fundo. No entanto, aprovamos as contas com as ressalvas pertinentes, a saber:

A) Não pagamento do Piso Nacional do Magistério, com o entendimento de que o abono realizado pelo governo do estado não cumpre a lei, achatando a carreira e prejudicando os aposentados. O objetivo da criação do Fundeb é justamente a valorização do profissional da educação; portanto, no nosso entendimento, o governo não cumpre esse objetivo.
B) Não pagamento do salário mínimo aos funcionários administrativos: a política de somar todas as vantagens para chegar ao salário mínimo não garante sequer a isonomia com os outros trabalhadores (terceirizados) que exercem a mesma atividade nas escolas.
C) Não pagamento do salário mínimo aos animadores culturais, nem o recolhimento correto das contribuições ao INSS.

Aprovamos as seguintes indicações para a SEEDUC:

D) Em caso de sobra, o pagamento dos pisos ou a divisão dos recursos com toda a categoria, sem critérios de produtividade ou meritocracia.
E) Acerto da situação dos animadores culturais, com pagamento de pelo menos o salário mínimo como piso e acerto das dívidas com o INSS.
F) Acerto do salário mínimo como piso para os funcionários administrativos.

Importante ressaltar que conseguimos unanimidade em todas as ressalvas e indicações para a SEEDUC.

Dificuldades:

  • . Não conseguimos informações precisas quanto aos valores de contratos com as terceirizadas, ao quantitativo de contratados por escola e função, aos valores de obras (a SEEDUC afirma que não há obras em escolas com dinheiro do FUNDEB) e ao valor preciso da folha de pagamento (os valores são agrupados).

. Um ofício no qual pedimos essas informações virou um processo de mais de 900 folhas. Anunciamos que iríamos oficiar o Ministério Público (MP) quanto à falta de transparência nas informações. Conseguimos agendar audiência para o dia 25 de fevereiro com a SEEDUC, para tratar das informações requeridas por nós. Mas a audiência foi suspensa por conta da saída da secretária Roberta Barreto.

. Em relação a uma anunciada sobra do FUNDEB:

. Há um saldo de R$ 119 milhões do exercício de 2025; no entanto, deste valor serão abatidas despesas da folha também de 2025. Dos R$ 119 milhões serão abatidos em torno de R$ 85 milhões (R$ 31 milhões de obrigações patronais + R$ 54 milhões de descontos), restando R$ 33 milhões, que compõem a sobra real de 2025.

. Na semana que vem, poderemos disponibilizar o relatório técnico oficial do FUNDEB.

Por ora, disponibilizamos aqui o relatório do repasse para todos os municípios e o do 6º bimestre, já inserido no sistema SIOPE.

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O Departamento Jurídico do Sepe informa aos profissionais da rede estadual que se aposentaram nos últimos 5 anos e trabalharam em Regime Especial de Trabalho (RET) nos anos de 1994, 1995, 1996, 1997 e/ou 1998, que eles podem ter direito à incorporação da gratificação para quem atuou neste regime de carga horária nas suas aposentadorias.

O que o(a) profissional de educação deve fazer?

Siga o passo a passo listado a seguir:

1° passo: Verifique se seus contracheques de 1994 a 1998 possuem a rubrica RET ou Encargos RET. Se constar este tipo de lançamento nos contracheques, vá para o segundo passo.

2° Passo: Providencie os documentos abaixo:

– Comprovante de filiação ao SEPE/RJ;

– Identidade e CPF;

– Comprovante de residência;

– Diário Oficial da publicação da aposentadoria;

– Contracheques de 1994 a 1998;

– Três últimos contracheques para análise do pedido de gratuidade de justiça;

Se o profissional for portador de doença grave, deverá trazer um laudo médico correspondente recente.

3° Passo: Após providenciar a documentação entre em contato com o Departamento Jurídico do Sepe, no fone: (21) 2195-0457/2195-0458, e agende seu atendimento, de forma virtual, com a dra. Juliana que irá atender durante todo o mês de março, às quintas-feiras, das 10h às 17h.

 

 

 
 
 
 
 
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A Regional 1 do Sepe realiza, a partir do dia 02 de março, o Ciclo de Debates: “Mulheres Educadoras, Cuidado e Democracia, um espaço de diálogo político, escuta qualificada e formulação coletiva sobre os desafios e perspectivas das mulheres na educação e na reconstrução democrática do país”. O Ciclo de Debates reafirma o compromisso da Regional 1 com a construção de uma agenda política consistente, articulada e comprometida com a defesa da educação pública e dos direitos das mulheres.

O evento reunirá mulheres educadoras, dirigentes sindicais e lideranças partidárias a partir de  uma perspectiva de diálogo institucional, plural e propositivo, contribuindo para o acúmulo político e organizativo rumo ao 8 de Março.

Objetivo do ciclo

O ciclo tem como objetivo construir reflexões e propostas sobre os desafios do nosso tempo, articulando educação, cuidado, democracia, direitos das mulheres e enfrentamento às violências, a partir da realidade das trabalhadoras da educação e dos territórios.

A proposta é fortalecer a atuação das mulheres nos espaços institucionais, sindicais e sociais, promovendo a construção de pontes e de uma agenda comum, respeitando as diferenças políticas e ampliando a capacidade de formulação coletiva.

Os encontros ocorrerão de forma online, pela plataforma Zoom.

Ao final do ciclo, serão emitidos certificados com carga horária de 30 horas.

Temas e convidadas:

Mulher negra, escola e território: racismo estrutural, violência territorial e a escola como espaço de proteção e futuro:

Professora Sabrina Damasceno

Cuidado como ética:

Professora Priscila Carvalho (a confirmar)

Mulheres educadoras e o trabalho do cuidado: dupla jornada, desvalorização do cuidado como política pública e sindical:

Vereadora Thais Ferreira

Professora Vanessa

Fátima Silva – Presidenta da CNTE (a confirmar)

Saúde mental das trabalhadoras da educação: precarização, cuidado coletivo e políticas de proteção:

Berenice – Diretora de Mulheres da CNTE

Júlia Barbosa – Professora de História

Mulheres trans e lésbicas na educação: direito à permanência, enfrentamento à violência e ao apagamento, escola como espaço de dignidade:

Professora Rebeca (a confirmar)

Violência, assédio e feminicídio: violência institucional, assédio no trabalho e rede de proteção 24 horas:

Gegê Ferreira – Coordenadora do Somos Todas Professoras

Izabel Costa – Coordenadora Geral do SEPE-RJ

Ivonete Cruz – Diretora da CNTE

Abertura do ciclo

O primeiro encontro será realizado no dia 02/03, às 19h, com o tema:

Violência, assédio e feminicídio: violência institucional, assédio no trabalho e rede de proteção 24 horas.

As inscrições podem ser realizadas pelo formulário:

https://forms.gle/P8tvPCsmKPeCYSkq5⁠

 

 

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A Regional 1 do Sepe realizou um protesto hoje (26) no Ciep Ayrton Senna, na Estrada da Gávea, na Rocinha, que há dias se encontra funcionando precariamente, com aulas no pátio em sistema de rodízio, por causa de problemas nas instalações elétricas. Profissionais e alunos da unidade também participaram da manifestação para exigir do governo do estado e da SEEDUC providências para o reparo das instalações e demais equipamentos da escola para que ela possa voltar a funcionar normalmente.

No início da semana, por causa do descaso da Secretaria Estadual de Educação e da falta de reparos e manutenção, a fiação de uma das salas de aula entrou em curto e chegou a causar um pequeno incêndio. A falta de obras de reparo expõe alunos e professores ao risco de um incêndio de grandes proporções com perigo de vida para todos que frequentam o espaço.

O Ayrton Senna atende a centenas de alunos da Rocinha e de uma série de comunidades do entorno daquele bairro, como o Vidigal e Estrada das Canoas. Ele é a única unidade escolar de ensino médio da Rocinha, uma das maiores favelas do Brasil e da América Latina, com mais de 100 mil moradores. Por causa da falta de respostas do governo do estado e da SEEDUC, a comunidade se encontra mobilizada para exigir a realização de obras estruturais e a destinação das verbas necessárias para manter a escola em funcionamento.

 

 

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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25/02), os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal, a 76 anos de prisão e multa coletiva de R$ 7 milhões pelo planejamento dos homicídios da então vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018 – eles também foram condenados pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Os ministros da 1ª Turma, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, acompanharam o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e condenaram os irmãos Brazão e Ronald Paulo Alves Pereira pelo duplo homicídio e pela tentativa de homicídio. Os irmãos e Robson Calixto, conhecido como Peixe, também foram condenados por organização criminosa. O quinto réu, Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, foi condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva.

As penas de Domingos e Chiquinho Brazão chegaram a 76 anos e três meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 200 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada.

O delegado Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, e 360 dias-multa, no valor de um salário mínimo cada.

O STF impôs, também, o pagamento de indenização, de forma solidária, no valor de R$ 7 milhões pelos réus às famílias das vítimas e à sobrevivente do atentado: R$ 1 milhão será destinado a Fernanda Chaves, que sobreviveu ao crime, e à sua filha; R$ 3 milhões serão destinados à família de Marielle Franco, divididos igualmente entre o pai, a mãe, a filha e a esposa (R$ 750 mil para cada); R$ 3 milhões serão destinados à família de Anderson Gomes, divididos entre a mulher e o filho do motorista.

Quase 8 anos após os assassinatos, enfim, a Justiça se fez.

Esses assassinatos foram um duro golpe contra a democracia brasileira, em pleno ano das eleições gerais de 2018, cujo resultado para presidente representou outro golpe, pelo qual o Brasil ainda paga até hoje tamanho foram os desmandos de Bolsonaro e seus seguidores contra a República.

Vale lembrar que, um dia após os assassinatos de Anderson e Marielle, o Sepe divulgou nota, afirmando:

“Não descansaremos em cobrar das autoridades a resolução desta bárbara execução; não aceitaremos que nos calem; sua luta em defesa das mulheres, pela igualdade racial e contra a violência e violação de direitos sofridos pelos moradores das favelas seguirá. Marielle Franco Vive! Marielle Franco e Anderson presentes! Hoje e Sempre!”

Informações sobre o julgamento retiradas de O Globo.

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O Sepe convoca os profissionais da rede estadual para a primeira assembleia geral do ano, em formato híbrido, que será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, com a parte presencial sendo realizada no auditório do sindicato (Rua Evaristo da Veiga, 55 – 7º andar). Para os profissionais que irão participar no formato online da plenária, o link de inscrição é o seguinte:

http://redeestadual.seperj.info

O Sepe lembra a importância da participação da categoria nesta primeira assembleia do ano, quando iremos discutir temas importantes e as estratégias de luta para a campanha salarial 2026 (os salários se encontram congelados há três anos e as perdas salariais acumuladas de 2014 a 2025 ultrapassam a casa dos 35%). Outros temas importantes para a discussão são a implementação do Diário Eletrônico Online; o escândalo da liquidação do Banco Master e a utilização de recursos do Rioprevidência para aplicações de risco em letras financeiras nesta instituição; a continuação da luta pelo pagamento do restante da recomposição salarial (parcelas de 2023 e 2024), entre outras questões importantes da nossa pauta de reivindicações.

A saída da secretária Roberta Barreto, exonerada no dia 24 de fevereiro e sua substituição pela ex-presidente da Fundação Leão XIII, Luciana Calaça, e as barganhas políticas visando a composição do novo quadro gestor da SEEDUC também deve ser tema da discussão na assembleia do estado no dia 7 de março.

Participe presencialmente ou pelo formato online!

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A prefeitura de Santa Maria Madalena, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, tentou impossibilitar o trabalho de base do Sepe na Abertura do ano letivo, dentro de Creches e Escolas Públicas – inclusive com a absurda chamada da Polícia Militar para intimidar diretores(as) do sindicato. Provocado pelo Sepe, o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu fazer justiça e obrigar a prefeitura a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para garantir a liberdade sindical na Rede Municipal de Educação.

O Núcleo do Sepe, com sede no município de Conceição de Macabu, vizinha a Santa Maria Madalena, agradece ao MPT, que ao longo desses últimos 12 meses realizou um trabalho sério, através de investigações e proposições de acordos com previsão de multas para a prefeitura mediante descumprimentos e ou novas ameaças a liberdade sindical.

O Sepe segue firme na luta por democracia através da nossa organização sindical.

Informe do Sepe Núcleo Conceição de Macabu.
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A secretária estadual de Educação, Roberta Barreto, foi exonerada nesta terça-feira (24) pelo governador Cláudio Castro. Após uma gestão de três anos, a saída de Barreto faz parte de um rearranjo nos quadros da SEEDUC, iniciada em 27 de janeiro, com a exoneração de 23 assessores da Subsecretaria de Gestão de Ensino em meio a uma disputa pelo comando do órgão. Barreto foi indicada pelo ex-presidente da ALERJ, deputado Rodrigo Bacellar (UNIÃO), rompido com o governador desde o ano passado e afastado do cargo por decisão do STF por suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais no caso da prisão do ex-deputado TH Jóias. Para o lugar da secretária exonerada foi indicada a assistente social Luciana Martins Calaça, que deixa o cargo de presidente da Fundação Leão XIII para assumir a pasta da Educação.

Luciana foi candidata a deputada federal nas últimas eleições pelo REPUBLICANOS, mas não se elegeu. Informações apontam que ela foi indicada pelo deputado federal Altineu Cortes, uma das lideranças do PL no estado, num movimento mais amplo de ocupação de espaços estratégicos pelo partido do governador em órgãos da administração direta do estado do Rio de Janeiro.

Roberta afirmou que a sua exoneração foi realizada a pedido, para se candidatar nas eleições de outubro deste ano para a Assembleia Legislativa. Mas a troca já vinha sendo especulada desde o ano passado por causa da disputa de Cláudio Castro com o ex-presidente da ALERJ. A SEEDUC deve passar por uma reformulação nos seus quadros com a substituição da assessoria por nomes ligados ao partido.

A gestão de Roberta Barreto foi marcada por escândalos com investigações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público (MPE) sobre compras superfaturadas de livros paradidáticos, kits de robótica e aluguel da nova sede da Secretaria, na Cidade Nova. Todas as denúncias envolveram gastos de milhões de reais, e denúncias de irregularidades nos processos de compra. Seu nome também esteve ligado ao escândalo de gastos no CEDERJ, tendo sido uma das nomeadas em cargos secretos, no esquema que pode custar o cargo de Cláudio Castro.

O escândalo mais recente, que teve ampla cobertura da imprensa pouco antes do carnaval, envolveu a contratação de empresas de fachada para reformas nas escolas estaduais, através do Sistema Descentralizado de Pagamento, ao custo de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Por meio destas contratações, algumas das empresas de construção civil e reformas que ganharam a concorrência possuem o mesmo dono, endereço, consultor e engenheiro. Nas denúncias, o genro da secretária, Yurie Ormond Andre, bombeiro, e outro oficial da corporação, o capitão bombeiro Marcelo da Silva Reis, são apontados como envolvidos no esquema. Enquanto o gasto neste tipo de reforma cresceu de forma exponencial, as escolas seguem com problemas estruturais crônicos, incluindo a cruel ausência de climatização nas escolas.

Roberta Barreto deixa o cargo com saldo bastante negativo. Questões importantes para a categoria não tiveram resposta ou solução por parte da Secretaria, a começar pela pauta econômica. Nossa categoria recebe um dos piores salários do País e parte dos professores e funcionários está hoje com vencimentos-base abaixo do salário mínimo nacional. Desde a greve da rede estadual de 2023, Roberta, junto com o governador Cláudio Castro, vem afirmando que não é possível pagar o piso nacional nas carreiras ou melhorar os salários, aprofundando a situação de perdas históricas que afeta profissionais da ativa e aposentados da educação. Ao mesmo tempo, recursos da Educação e do Fundeb eram comprometidos.

Do ponto de vista pedagógico, sua gestão foi marcada pelo grave retrocesso com a implementação da aprovação automática, que mascara os dados para permitir que o Estado alcance melhores posições em indicadores nacionais. No mesmo modo que, no apagar das luzes de sua gestão, criou o Diário de Classe Eletrônico, sem garantir condições e sob ameaça para quem deixar de lançar as notas. Uma gestão que adiou a implementação de uma nova grade para o Ensino Médio, com a volta das disciplinas, após a mudança no Congresso Nacional, mesmo com o Sepe e movimentos de Educação terem apresentado proposta alternativa para nova grade que garantisse a qualidade e a oferta das disciplinas em todos os anos e com o mínimo de dois tempos, tema que inclusive fez parte de acordo judicial de greve.

Sua gestão foi marcada pelo aprofundamento da crônica carência de profissionais nas escolas, como professores, inspetores e porteiros; ampliada pela ausência de concurso público – o último foi há 10 anos. A migração de parte dos professores para a jornada de 30 horas, o que poderia ampliar a presença em sala, não parece ter sido suficiente para mitigar a carência, sendo apenas um novo destino para os tempos ocupados por GLPs. Em vez de convocar o banco de aprovados e iniciar a preparação de novos concursos, Barreto escolheu ampliar a terceirização e precarização, começando o ano anunciando 1.750 contratos temporários, visando atingir o percentual de 30% de temporários na rede aprovado pela Alerj.

Compromissos não cumpridos

Há temas nos quais sua gestão vinha negociando, inclusive com grupos de trabalho e compromissos assumidos com a categoria, mas que a gestora deixa pendente. Como a regularização da situação funcional dos animadores culturais; a migração dos servidores da antiga FAEP aos quadros da FAETEC, e o abono funcional de dias de greves e paralisações, inclusive descontados indevidamente, e as férias no mesmo período das redes municipais.

Do ponto de vista pedagógico, destaca-se ainda em sua gestão o aumento da perseguição política a educadores, com a instalação de uma corregedoria formada por militares, que levou a uma média de uma sindicância aberta a cada dia e culminando em punições e na demissão do professor João Paulo Cabrera. Perseguição que pode ser intensificada com a chegada na pasta de um partido que defende projetos marcadamente antidemocráticos e contra a liberdade de cátedra dos profissionais de educação como o chamado “Escola sem Partido” e o projeto das escolas cívico militares, pautas defendidas pelo presidente da Comissão de Educação da Alerj.

Nova gestão

O Sepe acompanha o processo de redesenho e reformulação dos quadros da Secretaria de Educação e vê com preocupação o fato de fatores políticos estarem, mais uma vez, tendo prioridade na hora da composição e estruturação do órgão. Outro ponto negativo, no nosso entender é o fato da nova secretária anunciada não integrar a categoria: ela é assistente social, formada pela UFRJ e esteve como presidente da Fundação Leão XII desde dezembro de 2022, tendo pautado a sua experiência profissional na área social e não na educacional.

Esperamos que, ainda assim, a nova gestão se paute pela negociação efetiva com a categoria e iniciativas que busquem a valorização dos profissionais e a qualidade do ensino.

O sindicato também espera que as investigações envolvendo os escândalos da atual gestão, como os acima mencionados, tenham prosseguimento e que as denúncias de corrupção na SEEDUC sejam apuradas e que todos os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei.
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O Sepe informa que as linhas telefônicas que compõem a mesa do sindicato, que se encontram sem funcionar desde o dia 19/2, se encontram em processo de manutenção. O problema continua impossibilitando o recebimento e a realização das chamadas e o reparo para religação das linhas já foi solicitado.

O prazo dado pela companhia telefônica é de 72 horas a contar de hoje, dia 24/2, para regularização do nosso sistema de telefonia. O sindicato pede desculpas pelo problema e aguardamos a regularização no mais breve tempo possível.

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