Agende seu atendimento pelo Departamento Jurídico do Sepe no fone: (21) 2195-0457 (10h às 16h).

Reportagem do Jornal O Globo, publicada hoje (dia 8), apresenta um fato importante sobre a pandemia e o número de casos de coronavírus nas escolas municipais do Rio de Janeiro e confirmam os temores da categoria sobre os riscos de contaminação representados pela reabertura das escolas para o ensino presencial sem o devido controle da pandemia e sem a infraestrutura necessária para cumprimento dos protocolos sanitários: desde a retomada das aulas em modo híbrido a partir de 24 de fevereiro, a prefeitura do Rio já determinou 105 interdições de unidades por causa de casos de covid-19, o que perfaz uma média de quase um fechamento a cada dois dias úteis. Neste mês de outubro, já tivemos sete escolas com aulas presenciais temporariamente suspensas. Os dados da matéria foram fenecidos pela SME.

 

A reportagem ouviu diversos especialistas que, embora reconhecendo os prejuízos pedagógicos para os alunos e a necessidade do ensino presencial, avaliaram que os números apresentados são elevados, principalmente no contexto atual, em que a prefeitura anunciou o retorno de 100%  dos alunos para o ensino presencial a partir de 18 de outubro, com o aval do seu Comitê Científico de Prevenção à Pandemia.

 

Ainda segundo O Globo, a situação é mais delicada em alguns bairros da Zona Oeste, abrangendo escolas da 10ª CRE. A área foi a que mais apresentou interdições, com 58 fechamentos de escolas, sendo que 39 ocorreram na segunda quinzena de agosto (uma a cada cinco das 188 unidades escolares se encontrava fechada). A 7ª CRE vem logo em seguida, com 28 interdições.

 

Segundo a reportagem, a prefeitura tem relutado em disponibilizar números sobre o impacto da pandemia nas escolas. O Globo lembrou o Sepe, citando um dos nossos relatórios periódicos com denúncias de caso de covid e falta de cumprimento dos protocolos sanitários nas unidades municipais do Rio enviado para a SME em agosto. Segundo o jornal, a secretaria acabou reconhecendo que interditou escolas para sanitização, após notificação de casos. Agora, com os dados da matéria, fica confirmado que o número de contágios foi ainda superior aos que chegaram nas mãos da direção do sindicato.

 

O Sepe RJ reafirma para a categoria e para a sociedade em geral que o anúncio do Comitê Científico de Enfrentamento da Covid-19 do município do Rio e da prefeitura de abertura total das escolas para a modalidade presencial a partir do próximo dia 18 de outubro é uma atitude apressada e que pode contribuir para aumentar os riscos de uma nova retomada da pandemia na cidade do Rio de Janeiro. Como temos denunciado e a publicação do Jornal O Globo confirma, a pandemia não acabou e a rede municipal sofre de problemas crônicos de infraestrutura e de falta de capacidade para o cumprimento dos protocolos sanitários para evitar o  risco de contágio de mais profissionais, alunos e responsáveis, ao contrário do que afirmam o prefeito Eduardo Paes, o secretário de Educação Renan Ferreirinha e o Comitê Científico da prefeitura.

0

Nesta quinta-feira (7/10), uma comissão formada pela diretoria do Sepe e representantes de professores dos anos iniciais, professores dos anos finais e diretores de escola visitaram a Câmara Municipal RJ, dando continuidade à pressão sobre os vereadores a respeito das demandas da categoria e também de contestação ao PL 04/2021.
Durante a visita reafirmamos aos parlamentares que o projeto aprovado no dia 5/10 não nos contempla, mas as emendas feitas são importantes para garantir a possibilidade de reajuste salarial, de readequação dos planos de carreira e de que os fundos de previdência não sejam utilizados como um caixa único da prefeitura.
Hoje foi o dia de entrega desse grupo de profissionais que participou da ida ao legislativo. Cobramos a necessidade do apoio dos vereadores para nossas demandas tais como:
– A resolução do 1/3 definitivo de atividade extraclasse, já que alguns profissionais ainda não têm esse direito totalmente garantido;
– A necessidade de respeito a uma das vitórias da greve de 2013, que é o direito de origem (professores e funcionários não podem ser deslocados a sua revelia, quebrando laços estabelecidos com a comunidade escolar);
– Também solicitamos apoio para a resolução do tema da migração: temos definições tiradas num Grupo de Trabalho em 2020 e queremos o respeito à pauta tirada juntamente com a SME; reivindicamos maior transparência na lista dos migrados e que a ordem de pontuação seja publicizada.
– Chamamos atenção para a situação das diretoras que vivem, há décadas, um regime de superexploração do trabalho, com aumento da carga horária e sem receberem a mais por isso. Teremos 150 diretoras migradas e queremos saber se a situação das demais (mais de mil diretoras) continuará precarizada.
O Sepe e a comissão também pediram apoio a um reajuste salarial para todo os servidores municipais, que estão desde 2019 sem recomposição salarial; e apoio ao plano de carreira unificado da educação.
No dia 13/10, será a comissão dos Terceirizados da educação que visitará a Câmara. O Sepe pede à categoria que participe da comitiva, cujo ponto de encontro é na entrada da Câmara, sempre às 14h.
Veja as fotos das visitas de hoje.
0