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O Sepe/RJ afirma ser precipitada a abertura das escolas da rede estadual na próxima segunda-feira (dia 19/10). Mesmo o argumento de que é preciso abrir as escolas para receber os estudantes que estão concluindo o 3° ano e prestarão a prova do ENEM não é suficiente para tal decisão.

Todo estudante tem direito a uma educação de qualidade. É um direito constitucional, que o Sepe vem, há anos, lutando para garantir efetividade.

Da mesma forma, o direito à saúde é outro princípio constitucional, que deve ser garantido.

Para o sindicato, ao longo dos próximos anos, é possível, com planejamento e ampliação dos recursos para a educação, diminuir o prejuízo pedagógico gerado pela pandemia.

Mas a vida de um estudante ou muitos, professores, funcionários ou mesmo responsáveis e seus parentes não se pode recuperar.

O Sepe/RJ tem uma posição de defesa da vida e de acompanhamento irrestrito das orientações da comunidade científica. É por isso que vamos buscar todos os meios políticos e jurídicos para impedir esse retorno.

Em audiência, o sindicato propôs à SEEDUC o investimento em recursos tecnológicos para que esses alunos possam realizar seus estudos online, uma medida efetiva que protege vidas.

Destaque-se também que, no Rio de Janeiro, o governo do Estado tem políticas diferentes para as redes sob sua gestão. O Ensino superior e o Colégio de Aplicação da UERJ e a própria rede FAETEC, com perfil muito próximo da rede estadual, já anunciaram o retorno somente em 2021.

Indagamos: por que a regra de isolamento vale para um estudante da rede estadual e não vale para outras redes também do Estado do Rio de Janeiro?

Infelizmente, nesse estado castigado pela falta de projeto na educação, é a sua matricula de entrada na educação do estado que vai definir se o professor terá direito a se proteger da doença ou não.

Mais uma vez, o peso recai sobre a rede estadual. Os menores salários agora também são o laboratório de teste para ver o alcance da propagação do vírus.

O Sepe/RJ está na luta para que esse cenário se reverta.

Assim sendo, o sindicato requer a mudança de política da SEEDUC e um posicionamento da Comissão de Educação da ALERJ em defesa da vida e contra a reabertura das escolas.

Enquanto escolas privadas, com mais estrutura, fecham de vez suas portas, será a rede estadual e sua comunidade escolar que serão impedidos de proteger sua vida e de seus familiares.

SEPE RJ – SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Leia também: Assembleia da rede estadual ratifica continuação da Greve pela Vida

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Perguntas e respostas sobre a greve pela vida:

No sábado, dia 10 de outubro, a assembleia da rede estadual do SEPE reafirmou com quase 90% dos votos a greve pela vida dos profissionais da educação convocados para atividades presenciais nas escolas. Com as aulas para 3º ano do ensino médio e NEJA IV convocadas para o dia 19 de outubro, agora é vez os professores estarem amparados pelo movimento grevista

1) Como funciona a greve pela vida?

Resposta: Trata-se da não ida ao trabalho presencial na escola;

2) Quem está amparado pela greve?

R: Para além dos funcionários que realizam trabalhos internos nas unidades escolares, agora, somam-se a eles os professores de 3º ano e NEJA IV convocados para retorno a partir do dia 19 de outubro;

3) Eu devo paralisar o ensino remoto também?

R: Não. A deliberação da assembleia fala em paralisação das atividades presenciais, apenas. Lembrando que a posição do SEPE aprovada em seu conselho deliberativo entende que as atividades remotas não podem ser obrigatórias e tem apenas caráter complementar, visto que é incapaz de atender a todos os estudantes;

4) Por que eu devo fazer greve?

R: A greve é um instrumento dos trabalhadores e trabalhadoras para conquista ou defesa de direitos frente aos ataques dos governos e patrões. A reabertura das escolas ainda significa risco de contágio pelo Corona vírus, com a desaprovação das autoridades sanitárias. Para além de um direito individual à saúde e à vida, aderir à greve é uma questão de coletividades, pois se expor ao risco de contágio é também expor outro: expor alunos, funcionários, familiares de todos e o conjunto da sociedade. Com isso, é papel do sindicato num momento como esse o de garantir o direito à vida de todos os seus representados e do conjunto da sociedade.

A situação das escolas é ainda pior quando todos sabemos que as décadas de descaso com a educação tem como consequência: estruturas físicas precárias das escolas, incapazes de em tão pouco tempo se adequarem as necessidades.

5) Como faço para participar da greve?
R: Simples, caso você tenha sido convocado, comunique por e-mail à sua direção que está aderindo ao movimento de greve. Além disso, faça contato com algum diretor do Sepe RJ, mande e-mail ou ligue para o telefone do sindicato (ver ao final da matéria) para receber orientação. É muito importante que você receba esta orientação direta. Siga também, as redes sociais e sites do sindicato para estar atualizado. Procure ainda, contato com outros profissionais convocados na sua escola para que possam criar comitês de greve e mobilização on-line.

5) Eu posso sofrer alguma punição fazendo greve?

R: A greve é um direito constitucional amparado pela Constituição de 1988. Para além disso, todos os trâmites necessários foram seguidos sem que haja motivo para qualquer perseguição. Dito isso, o SEPE estará em prontidão para defender o conjunto da categoria em qualquer direito que seja violado durante este processo.

7) Estou em estágio probatório. Eu posso fazer greve?

R: Sim, todos os trabalhadores do país podem fazer greve. Esta é uma conquista garantida pela constituição de 1988 para que possamos lutar pelos nossos direitos sem que haja sanções.

8) Quais os próximos passos?

R: No dia 21 de outubro, está marcada uma audiência sobre a greve no Tribunal de Justiça RJ. Para além disto, serão convocados novos espaços junto a categoria em greve para debater os rumos do movimento. Acompanhe nosso site e nossas redes sociais para acompanhar as informações e as mobilizações a serem realizadas.

Se você estiver sofrendo retaliação por fazer greve na rede estadual, entre em contato com o núcleo do Sepe de seu município ou da regional da capital, clicando aqui.

Para fazer contato com o Sepe Central, ligue: (21) 97588-92000 – 19h às 14h/(21) 99943-2405 – 14h às 18h;

Ou mande email para: secretaria@seperj.org.br


Na foto ao lado, a divulgação do Ato Live e carreata (com segurança, sem aglomeração fora do automóvel) do Dia do Professor pela Greve pela Vida nas redes estadual e municipais.

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