Sepe/Dieese
05/07/2012
SEEDUC suspende negociação com a comunidade do Instituto de Educação Rangel Pestana em Nova Iguaçu
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O Instituto de Educação Rangel Pestana, de Nova Iguaçu, um dos mais tradicionais da rede pública estadual do Rio, com mais de 3 mil alunos, sofre a intervenção da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) desde o final de maio, quando a diretora do colégio, Luiza Leopoldina da Silva, foi exonerada, contra a vontade de toda a comunidade escolar. Desde o afastamento da diretora, os professores, alunos, pais e responsáveis paralisaram as atividades, em protesto contra o que consideram uma injustiça à professora Luiza. A comunidade escolar também não aceitou a posse do interventor nomeado pela SEECUC.

Ontem (04/07), o diretor indicado se apresentou na Unidade escolar com o intuito de assumir suas funções. A comunidade, ao tomar conhecimento da presença do interventor, reagiu e impediu que o mesmo assumisse o cargo. Na opinião dos profissionais, a SEDUC se valeu do recesso da Assembleia Legislativa (ALERJ) para efetivar mais essa arbitrariedade, que a comissão de educação da ALERJ estava intermediando essa negociação, na tentativa de encontrar um acordo para o impasse criado

A comunidade reivindica a imediata volta da professora ao cargo, acusada pela SEEDUC de ser a responsável pelo Instituto de ter um alto índice de reprovação dos alunos na prova do SAERJ. Para o Sepe Nova Iguaçu, esta alegação não se sustenta, pois responsabiliza os profissionais da escola pelo fracasso da política educacional implementada pelo próprio governo

O Sepe é contra a aplicação do SAERJ - uma avaliação feita pela Secretaria Estadual de Educação, que pretende medir os conhecimentos dos alunos, mas não foi planejada pelos professores da rede estadual e não leva em consideração a realidade das escolas, que não têm uma estrutura mínima para o estudo.

O Instituto de Educação de Nova Iguaçu, o primeiro do país que elegeu por votação direta sua diretoria, vem resistindo a diversos ataques da SEEDUC, que desde o ano passado tem tentado fechar turmas, incluindo turmas de alunos de educação especial. Contra esses ataques, os profissionais e alunos do Instituto denunciaram a situação à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que, no ano passado, realizou uma audiência pública em Nova Iguaçu para discutir os ataques à instituição

Desta forma, o Sepe Nova Iguaçu, que está acompanhando a mobilização e dando todo o suporte aos profissionais, alunos e pais, considera que a exoneração da diretora foi uma retaliação do governo.


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