Em reunião hoje (12/6) pela manhã com o corpo clínico do Hospital do Iaserj, o novo diretor, Pedro Cirilo optou por não dizer o que fará como novo diretor da unidade. Ele foi empossado ontem (11/6), em substituição ao médico Nelson Ferrão que, no cargo, se colocava contra o projeto do governador Sérgio Cabral Filho de demolir o Hospital do Iaserj para que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) construa em seu lugar um centro de pesquisas em oncologia.
Ferrão foi exonerado por isto. Mas Cirilo preferiu não responder se veio para desativar o hospital. “Não vou me posicionar, agora, sobre o que farei à frente da direção do Iaserj. Quero, antes, tomar pé da situação da unidade e depois ouvir a Secretaria de Saúde para então anunciar o que vou fazer”, afirmou. Disse que foi contatado na quinta-feira última pela secretaria e convidado para substituir Ferrão, sem que lhe fosse informada qual a sua missão como novo gestor da unidade.
Cobrado pelo corpo clínico da unidade sobre qual o seu papel, disse:“Hoje (12/6), terei, às 13 horas, uma reunião com a SES. Não tive nenhuma reunião preliminar com a secretaria de saúde para discutir que papel teria à frente do Hospital do Iaserj”.
Todos os profissionais do Hospital do
Iaserj presentes se
colocaram contra a
demolição.
Informaram sobre o
funcionamento de
todos os setores.
Entre outras informações lembraram que o
Iaserj é um hospital de
média complexidade,
realiza mais de 9.000
atendimentos por mês, inclusive
pequenas cirurgias. São
realizados durante o
mesmo período aproximadamente 35 mil
exames laboratoriais e 1500 de
imagem. O hospital
tem cadastrados 80.000
pacientes do
SUS. São 56
leitos ativos,
sendo 12 de
UTI. Do total de
pacientes atendidos, 60%
são do
SUS e 40%
servidores do
estado. No
terreno funciona ainda o
Instituto de
Infectologia São
Sebastião.
Muspe não reconhece exoneração
Estiveram presentes à reunião, representantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe), que informaram a nova direção a decisão da entidade de não reconhecer a exoneração do diretor Nelson Ferrão. Os representantes do movimento explicaram que o os servidores estão sendo mobilizados contra a demolição do Hospital do Iaserj, sendo este, um dos principais eixos da paralisação da próxima quinta-feira, junto com a luta pela manutenção do triênio.
Foi informado também que, na mesma quinta-feira, será realizado um ato de desagravo ao diretor afastado, na Cinelândia.
fonte: Sindsprev RJ