Sepe/Dieese
31/03/2011
Sepe confirma denúncias de irregularidades em postos de perícia privatizados pela prefeitura do Rio
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A diretoria do Sepe esteve ontem, dia 30/03, mais uma vez, na unidade da Tijuca da “Rede Rio Medicina” – uma empresa privada que está administrando os serviços de perícia médica da prefeitura do Rio - por causa das denúncias da categoria. Lá, foi constado o que o sindicato já havia visto nas unidades de Madureira, Campo Grande, Bonsucesso e Copacabana: não existiam médicos para atender os trabalhadores.

Leiam o relato da diretora do Sepe Suzana Gutierres sobre a ida à Tijuca: “Ao chegarmos, solicitamos imediatamente uma reunião com a responsável por aquela unidade, pois queríamos esclarecimentos sobre a situação caótica, que fez com que os profissionais levassem mais de 6 horas para serem atendidos. Rapidamente apareceram a gerente de atendimento da RRM (Rede Rio Medicina), Ariandra, a chefe de atendimento e responsável técnica da RRM; Miriam, a gerente de operação e coordenadora de valorização do servidor, Laura, e os assessores da Secretária Municipal e Administração, Ana Paula e Gabriel.

“No início da reunião, apontamos os problemas com a privatização da perícia: a desvalorização dos profissionais, a falta de médicos para o atendimento, a precariedade dos locais: em muitos não há espaço suficiente para a demanda; em outros o sistema e a luz caem constantemente e, na unidade da Tijuca a perícia é realizada no 2º andar, que só tem acesso por uma escada de madeira em formato caracol.

“Ana Paula, respondeu que a perícia foi terceirizada porque a SMA se preocupava com a educação e portanto os médicos da biometria estavam ocupados com os exames admissionais. Além disso, alegou que toda mudança apresentava problemas e que seriam corrigidos com o tempo. Lembramos aos presentes que com o mesmo discurso, a prefeitura já havia feito um contrato com a clínica Gamed para avaliar as merendeiras readaptadas. Lembramos que somos (Sepe) contra a esta privatização e que o governo não fez um planejamento. Fomos informados que esta mudança foi acordada no dia 4 de março e se iniciaria no dia 4 de abril. Porém, a prefeitura antecipou para o dia 14 de março.

“A assessora da SMA Ana Paula falou também que um dos motivos da ‘descentralização da perícia (leia-se privatização) era a redução das quantidades de licenças médicas’. Esta declaração comprova nossa caracterização da lógica do governo de diminuir o déficit do funcionalismo caçando licenças e negando as péssimas condições de trabalho.”

Mais informações obtidas pelo Sepe na visita ontem: nas 6 unidades existentes colocaram 10 médicos para o atendimento; no dia 5 de abril, às 14h, haverá uma reunião da equipe para tentar solucionar os problemas.

O Sepe questionou o fato de a Prefeitura submeter os servidores que, na maioria das vezes adoecem por conta das péssimas condições de trabalho, a uma experiência irresponsável e traumática. A diretoria do Sepe perguntou também se os profissionais continuariam sendo desrespeitados até segunda-feira. Denunciamos o descaso com o qual a prefeitura trata a rede pública de saúde e os profissionais. Reivindicamos o acesso aos valores da licitação e ao valor do contrato com a empresa responsável.

A assessora da Secretaria de Administração Ana Paula falou que o contrato previa pagamento por atendimento, mas não tinha o valor exato. Disse que iria apresentar ao secretário de administração nossa proposta de ampliação dos 3 dias para o RAC. Informou que a contratação de mais médicos estava em curso, mas que tentariam garantir médicos em todas as unidades e, que na unidade Tijuca, a perícia não ficará mais no 2º andar.


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